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Espanha: Empresas que despeçam maiores de 50 anos têm de pagar subsídio

A exigência poderá ser aplicável em Espanha às empresas com lucros e mais 500 trabalhadores: quando despedirem funcionários com mais de 50 anos, terão de suportar parte do subsídio de desemprego.

Foi neste sentido que foi hoje apresentada uma emenda do grupo parlamentar socialista (PSOE) ao projecto de lei que reforma as políticas activas de emprego.

Segundo noticia a Efe, esta proposta vem ao encontro do que anunciara na semana passada o ministro do Trabalho, Valeriano Gómez, no rescaldo da decisão da Telefónica, que quer reduzir em 20%, ao longo dos próximos três anos, o universo dos seus empregados em Espanha.

A emenda do PSOE visa obrigar as empresas que tiveram lucros nos dois anos anteriores a fazer uma “contribuição económica para o Tesouro público”.

Essa contribuição será calculada tendo em conta o valor das prestações e subsídios por desemprego relativos aos trabalhadores com mais de 50 anos, incluindo as cotizações para a Segurança Social que terão de ser realizadas pelo serviço público de emprego durante o período em que estes funcionários permaneçam no desemprego.

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Polémica com prémios do Mundial: jogadores não querem pagar imposto

Craques da selecção espanhola querem ser tributados na África do Sul e não no país vizinho.

Rebentou a polémica em torno dos prémios que os jogadores da selecção espanhola vão ganhar por terem vencido o Mundial de Futebol de 2010, que decorreu na África do Sul. Os jogadores ainda não receberam o dinheiro (600 mil euros cada), mas estão a pressionar a Federação espanhola para pagarem menos de imposto, avança o elconfidencial.com.

O valor dos prémios foi fortemente criticado, inclusivamente pelos partidos políticos, por serem pagos num ano de crise. Agora, os jogadores querem que a Real Federação Espanhola de Futebol lhes permite tributar estes prémios na África do Sul, e não em Espanha. Esta alteração implicaria que a taxa de imposto caísse dos 45% cobrados no país vizinho, para os 15% em vigor no país de Mandela. Contas feitas, cada jogador embolsaria mais 180 mil euros.

O dinheiro sai, na íntegra, dos cofres da FIFA. O prémio atribuído à selecção que vencesse o Mundial era de 30 milhões de dólares (mais de 25 milhões de euros), mas a FIFA ainda não desembolsou o dinheiro.

No total, os prémios vão custar à Real Federação Espanhola 13,8 milhões de euros, cerca de metade daquilo que receberá da FIFA. Assim, depois do pagamento dos prémios à equipa, a Federação poderá ficar ainda com mais de 5 milhões de euros.

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FONTE: TVI24
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