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Guia Prático - Inscrição/Alteração Membros Órgãos Estatutários (INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P)

Guia Prático da autoria do Instituto da Segurança Social, relativo à Inscrição/Alteração dos Membros dos Órgãos Estatutários.

Ver Guia Prático
 
Temas abordados/Indice
A – O que é?
B1 – Condições para inscrição dos membros dos órgãos estatutários?
B2 – Formulários e documentos necessários à inscrição
B3 – Quando é que confirmam a inscrição?
C1 – Quais as obrigações dos MOE’s?
C2 – Que direitos têm os membros dos órgãos estatutários?
D1 – O que acontece quando os MOE’s cessam a actividade? Têm de continuar a pagar?
E1 – Legislação Aplicável
E2 – Glossário
Perguntas Frequentes

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FONTE: INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL
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Governo aperta regras nas prestações da Segurança Social

Tanto nos apoios sociais como nas prestações contributivas é de esperar alterações em breve.

Em nome da consolidação orçamental, os apoios e as prestações pagas pela Segurança Social vão ter regras mais restritas de acesso. Por um lado, haverá mais apoios sociais sujeitos a normas apertadas de atribuição, por outro, também é de esperar novas regras nas prestações que já dependem da carreira contributiva dos trabalhadores.

Depois de, em Agosto de 2010, o Executivo de José Sócrates ter restringido o acesso a alguns apoios sociais (que não dependem dos descontos dos beneficiários mas sim do nível de rendimentos do seu agregado familiar), o Documento de Estratégia Orçamental (DOE) vem agora reafirmar a uniformização de regras dentro deste regime. Aliás, o memorando de entendimento assinado com a ‘troika' já falava no alargamento do uso da condição de recursos nos apoios sociais, prevendo uma redução de pelo menos 350 milhões de euros na despesa em 2013. Mas o documento ontem apresentado por Vítor Gaspar também prevê resultados no próximo ano e salienta que, num quadro de "médio prazo", "o princípio seguido será o de estender a aplicação das condições de recursos a outras prestações do regime não contributivo".

Os detalhes só serão conhecidos no Orçamento de Estado para 2012, apurou o Diário Económico. Para já, só o Rendimento Social de Inserção, o abono de família e os subsídios sociais de desemprego e parentalidade estão abrangidos. De fora estão outros apoios e complementos relacionados com desemprego, doença, velhice ou morte, por exemplo. As pensões sociais também não entram mas este poderá ser um caso diferente uma vez que o Governo já anunciou a actualização das pensões mínimas.

Mas além destes apoios que só dependem dos rendimentos dos beneficiários, há um conjunto de prestações contributivas (relacionadas com o nível de descontos dos trabalhadores) que poderão ser revistas. No seguimento do alargamento das regras de condição de recursos aos apoios sociais, o DEO também fala na "criação de regras nalgumas prestações do regime contributivo, de forma a garantir um acesso socialmente justo aos recursos disponíveis". O Diário Económico sabe que a ideia não é replicar neste regime as regras de condição de recursos dos apoios sociais mas haverá novidades. Aliás, neste sentido já se sabe que o subsídio de desemprego terá cortes na duração e no valor ainda que seja reduzido o tempo de trabalho necessário para ter acesso à prestação.

O reforço da condição de recursos e a aplicação de outras regras de elegibilidade "deverão contribuir em cerca de 0,1% do PIB para a contenção da despesa pública" em 2011 e 2012 explica o documento.

Já no âmbito das dívidas, o Governo também prevê que, no caso da Segurança Social e do Fisco, haja uma revisão da legislação no sentido de remover "impedimentos à reestrutuação voluntária de dívidas" e a "utilização de uma maior variedade de instrumentos de reestruturação".

Pensões acima de 1.500 euros cortadas, cai contribuição extra

Nos próximos dois anos, só as pensões mínimas terão aumentos iguais à inflação. As restantes estão congeladas. Uma medida que contribui em 0,4% do PIB em cada um dos anos. Mas para quem ganha mais de 1.500 euros, as notícias são ainda piores. É que, tal como já previa o Executivo de José Sócrates e ficou depois firmado no entendimento com a ‘troika' para 2012, as pensões acima de 1.500 euros serão cortadas, seguindo as regras já aplicáveis nos salários da função pública. Isto aponta para reduções entre 3,5% e 10%, mas o valor mínimo da pensão nunca pode ficar abaixo dos 1.500 euros. O documento refere que o contributo desta medida é de 0,2% do PIB no próximo ano, inscrevendo um valor nulo para 2013. No entanto, refere que a medida será aplicada "a partir de 2012". E clarifica outro aspecto. Ao mesmo tempo que o Governo corta nas pensões acima de 1.500 euros, é anulada outra medida em vigor este ano: a contribuição de 10% nas pensões acima de 5.000 euros, no valor que exceda aquele montante. Esta taxa, intitulada "contribuição extraordinária de solidariedade", estava prevista no Orçamento do Estado para 2011, e vigoraria apenas este ano se não fosse renovada no ano seguinte. Essa ideia está posta de parte, já que o corte nas pensões acima de 1.500 euros "deverá implicar a eliminação da contribuição extraordinária de solidariedade criada pelo artigo 162.º" do Orçamento para 2011, diz o documento ontem apresentado pelo ministro das Finanças. Esta taxa terá afectado cerca de dois mil pensionistas. Já os cortes que agora se prevêem em 2012 serão mais abrangentes. Dados do início do ano apontam para a existência de cerca de 180 mil pensionistas nesta situação, dos quais 133 mil do Estado e 43,4 mil da Segurança Social. Além disso, o corte de 10% será logo aplicado a partir de 4.200 euros brutos.

Hospitais têm corte de 11% nos custos operacionais

Os hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde integrados no sector empresarial do Estado vão ter de reduzir em 11% os seus custos operacionais em 2012, segundo um despacho publicado ontem em Diário da República e disponibilizado no portal do Ministério da Saúde. Esta intenção é reforçada no Documento de Estratégia Orçamental até 2015 do Governo no qual é declarada a intenção de implementar um plano para reduzir os custos nos hospitais públicos e a revisão da tabela de preços no Serviço Nacional de Saúde (SNS) com "o objectivo último de fazer o mesmo, com menos recursos". O Governo define também algumas medidas que considera "estruturantes", como a revisão do modelo das taxas moderadoras, a racionalização da oferta de cuidados hospitalares ou o reforço dos cuidados primários. Entre outras medidas, o Ministério quer ainda promover a utilização de genéricos, "mediante a remoção de todas as barreiras à entrada de genéricos no mercado". O impacto previsto destas medidas no esforço de consolidação orçamental é 0,5% do PIB em 2012 e 0,3% em 2013.

Corte de 12% na ciência e superior

Os custos de funcionamento de algumas rubricas de investimento do Programa Ciência e Ensino Superior (PCES) vão ter de emagrecer 12% em relação a 2011, de acordo com o Documento de Estratégia Orçamental, ontem apresentado. No total, o Ministério da Educação quer poupar 9,6% no PCES em 2012. As restantes medidas para a Educação incluem a "supressão de ofertas não essenciais no Ensino Básico", a "revisão criteriosa de planos e projectos associados à promoção do sucesso escolar", a "reavaliação e reestruturação da iniciativa Novas Oportunidades" e "outras medidas de racionalização de recursos, nomeadamente, quanto ao número de alunos por turma, no ensino regular e nos cursos" de Educação e Formação de Adultos. Segundo o plano publicado ontem pelo Ministério das Finanças, a rede escolar também vai ser reorganizada, com o fecho das escolas com menos alunos e os critérios relativos à mobilidade docente serão ajustados, para que se racionalizem os recursos humanos das escolas. Alguma da despesa com a Educação que era assegurada pelo Orçamento do Estado vai ser assegurada por fundos comunitários, acrescenta o Governo.

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FONTE: ECONOMICO
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Segurança Social chama trabalhadores independentes para pagarem dívidas

Mais de 20 mil trabalhadores independentes, com dívidas superiores a quatro mil euros, vão ser notificados pela Segurança Social no decorrer deste mês de Fevereiro para procederem ao pagamento voluntário das dívidas.

Ao longo de todo o ano de 2011, a Segurança Social irá desencadear acções de participação de dívidas de trabalhadores independentes.

A primeira acção de participação de dívida vai ocorrer no final do presente mês de Fevereiro, onde irão ser notificados para pagamento voluntário, 20.554 trabalhadores independentes, cujas dívidas sejam superiores a quatro mil euros. Os trabalhadores independentes podem pagar a dívida recorrendo a duas formas de pagamento. Através do pagamento integral da dívida num prazo de 30 dias; ou através de um plano prestacional, que poderá ir até 120 prestações.

A Segurança Social irá proceder à notificação dos trabalhadores enquadrados oficiosamente, assim como dos trabalhadores independentes que não foi possível registar no sistema de Segurança Social, com vista à regularização da sua situação perante a segurança social.

O processo de notificação terá início na primeira quinzena de Março e incidirá de forma faseada em dois universos de trabalhadores independentes.

A primeira notificação será feita a 64.000 trabalhadores independentes com actividade aberta na Administração Fiscal, com rendimentos superiores a 2515 euros e sem enquadramento na Segurança Social. A segunda a 133.000 trabalhadores independentes com actividade aberta na Administração Fiscal e com falta de elementos que permitam o correcto enquadramento na Segurança Social.

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FONTE: A BOLA
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Erro da Segurança Social torna mulher rica e retira-lhe apoio

Rosa nem queria acreditar: a prova de rendimentos preenchida por uma técnica da Segurança Social da Trofa fá-la dona de um património superior a 100 mil euros. O erro foi o suficiente para ficar sem o Rendimento Social de Inserção e o abono dos três filhos.

"Quem me dera ter esse dinheiro, que não precisava de estar à mercê da Segurança Social", desabafa Rosa Barbosa, enquanto desfia as despesas que já não consegue suportar. "Devo a renda, a luz, a água... De um momento para o outro, estou sem luz e sem água", receia.

Deixou de poder pagar os gastos no mês passado, quando o Rendimento Social de Inserção (RSI), no valor de 473 euros, não chegou. "Liguei para Lisboa e disseram-me que foi cancelado por causa da prova de rendimentos", conta, ao JN.

No documento, preenchido há três meses na Segurança Social da Trofa, onde Rosa reside com três filhos menores, um "sim" no campo respeitante ao património mobiliário do agregado familiar atesta que este é detentor de "valores depositados em contas bancárias, acções, fundos de investimento, títulos de dívida pública ou outros valores mobiliários num total superior a 100.612,80 euros". Ou seja, mais de 200 vezes o valor mensal que Rosa aufere de RSI..."Foi um erro deles", afirma.

"Quando disse a um estagiário que não sabia ler nem escrever, ele mandou-me para a técnica. Ela preencheu no computador e deu-me uma cópia, mas, para mim, estar a olhar para isso e para um boneco era a mesma coisa. Pensei que, sendo preenchido por uma técnica, estava bem. Ela conhece bem a minha situação. Como não sei ler nem escrever, confiei nela. Só sei assinar o meu nome. E mal", explica Rosa Barbosa.

Em Dezembro, confrontada com a suspensão do Rendimento Social (de que é beneficiária há vários anos) - a que depois se somou o abono dos filhos, de 230 euros -, dirigiu-se à Segurança Social, onde reconheceram o erro e lhe deram para assinar um documento em que declara não possuir bens avaliados em mais de 100 mil euros. "Disseram-me que ia ter o RSI em Dezembro, quando todas as outras pessoas o recebessem, mas a declaração não valeu de nada. Passei o Natal sem nada para os miúdos", lamenta.

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Segurança Social: Guia Prático - Inscrição, Alteração e Cessação de Actividade de Trabalhador Independente


Guia Prático da Segurança Social

Inscrição, Alteração e Cessação de Actividade de Trabalhador Independente


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FONTE: SEGURANÇA SOCIAL
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Segurança Social atrasa pagamentos de baixas

Os beneficários que contactam a linha de telefónica VIA Segurança Social estão a ser informados de que existem atrasos nos pagamentos de baixas relativas ao mês de Dezembro.

Segundo informação disponibilizada telefonicamente aos beneficiários, os pagamentos por transferência bancária, que normalmente ocorrem a 10 de cada mês, vão ser feitos apenas a 18. Atraso mais significativo ainda é o dos pagamentos por cheque: normalmente feitos a 18 de cada mês, sairão, em Janeiro, apenas a 31, ou seja um mês depois da data em que os trabalhores, quando no activo, receberiam o salário.

Não foi, até ao momento, dada qualquer explicação oficial para o atraso nos pagamentos aos trabalhadores que se encontram de baixa.

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FONTE: A BOLA
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Dívidas à Segurança Social podem ser pagas até 150 parcelas

A medida do Código Contributivo só se aplica quando esteja em causa a viabilidade da empresa e em casos específicos.

As empresas com dívidas à Segurança Social que já estão a passar por processos específicos de insolvência, recuperação ou modernização vão poder regularizar a situação com pagamentos até 150 prestações, desde que esse faseamento seja fundamental para a sua viabilidade. A mesma possibilidade é estendida a devedores singulares que provem que não conseguem pagar tudo de uma só vez.

A medida consta do diploma que regulamenta o código contributivo, publicado ontem e com efeitos a 1 de Janeiro. "O diferimento do pagamento da dívida à segurança social", incluindo créditos por juros de mora, "assume a forma de pagamento em prestações mensais, iguais e sucessivas, com o limite de 150", lê-se no documento. Mas esta disposição tem de ser lida em articulação com o próprio código contributivo que, por sua vez, diz que o pagamento faseado e a eventual redução de taxas de juro só é autorizada em condições específicas, explica Tiago Soares Cardoso, da Sérvulo & Associados. Assim, o pedido tem de ser feito pelo trabalhador e tem de ser indispensável para a viabilidade económica da empresa. Além disso, esta tem ainda de estar num processo de insolvência ou recuperação; procedimento extrajudicial de conciliação; contratos de consolidação financeira ou de reestruturação empresarial ou ainda contratos de aquisição do capital social de uma empresa (com o objectivo de revitalização) por parte de quadros técnicos, ou por trabalhadores.

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FONTE: ECONOMICO
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Para benefeciarem da tarifa social de electricidade

Segurança Social começa hoje a enviar comprovativos para 750 mil clientes da EDP

A Segurança Social começa hoje a enviar comprovativos para as famílias carenciadas com os quais podem pedir a tarifa social de electricidade. Esta tarifa poderá permitir uma poupança mensal de cerca de 80 cêntimos a um universo que abrange 750 mil pessoas.

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FONTE: PUBLICO
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Segurança Social prolonga até dia 21 prazo para a prova de recursos

Beneficiários do rendimento social de inserção, de abono de família ou do subsídio social de desemprego têm que pedir a palavra passe até amanhã.

O prazo para efectuar a prova da condição de recursos foi, no entanto, alargado até 21 de Janeiro Os cerca de 95 mil beneficiários do rendimento social de inserção, de abono de família ou de subsídio social de desemprego que deixaram para os últimos dias a realização da prova de rendimentos têm até amanhã para pedir a palavra passe no "site" da Segurança Social. Caso não o façam, poderão perder os apoios.

A Segurança Social alargou, no entanto, o prazo de conclusão da prova de condição de recursos, de 31 de Dezembro para 21 de Janeiro.

"A Segurança Social informa que (...) não irá suspender as prestações sociais dos beneficiários que não efectuem a Prova de Condição de Recursos até 31 de Dezembro, desde que tenham procedido ao pedido de palavra passe na Segurança Social Directa até essa data", afirma o Ministério do Trabalho, em comunicado.

Depois de pedida, a palavra passe será enviada para a morada no prazo de oito dias úteis.

"Estes beneficiários devem, contudo, efectuar a prova da condição de recursos logo nos primeiros dias de Janeiro e no máximo até 21 de Janeiro de 2011, para que não sofram qualquer penalização no processamento das suas prestações", acrescenta o Governo.

Até ontem, foram realizadas 905.465 provas da condição de recursos. Tendo em conta que em causa estão cerca de um milhão de beneficiários, há ainda cerca de 95 mil provas por registar.

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Recibos verdes: 137 mil obrigados a pagar Segurança Social

Mais de 137 mil recibos verdes obrigados a pagar Segurança Social
Cruzamento de dados com o Fisco permitiu «apanhar» milhares de contribuições em falta

O Governo vai «obrigar» 137.500 trabalhadores independentes, conhecidos como «recibos verdes» a pagarem as contribuições à Segurança Social.

A medida, uma das muitas que foram publicadas na segunda-feira em Diário da República, prevê que sejam «oficiosamente enquadrados» na Segurança Social, até Fevereiro de 2011, «todos os trabalhadores independentes», o que corresponde a 137.500 pessoas.

Ficam assim abrangidos «os trabalhadores independentes registados na Administração Fiscal mas não inscritos na Segurança Social, obrigando-os assim ao pagamento das contribuições obrigatórias para a Segurança Social», estipula a Lei n.º 110/2009, de 16 de Setembro, com as alterações introduzidas pelos artigos 69.º,70.º e 71.º da lei do Orçamento do Estado para 2011.

Estes trabalhadores passam assim a estar obrigados ao pagamento das contribuições em falta, um incumprimento que só foi detectado graças ao cruzamento de dados entre o Fisco e a Segurança Social, que permitiu identificar os indivíduos em falta.

De acordo com esclarecimentos prestados por uma fonte da Segurança Social ao «Diário Económico», os contribuintes em causa podem escolher o escalão da taxa que pretendem ver aplicada. Se não escolherem, a própria Segurança Social aplicará a taxa mínima, um desconto de 25,4% sobre 628,83 euros, o que implica o pagamento de, no mínimo, 159,7 euros mensais.

A entrada em vigor do novo Código Contributivo, agendada para 1 de Janeiro de 2011, implica ainda um aumento da taxa contributiva para mais de 111 mil trabalhadores independentes. Cerca de 45% dos trabalhadores por conta própria verão a taxa agravada dos 25,4% para 29,6%.

Mas o valor a pagar vai depender de caso para caso: as novas regras penalizarão, sobretudo, os trabalhadores de maiores rendimentos. Com as novas regras, os cerca de 253 mil independentes que no final do segundo semestre deste ano pagavam contribuições terão uma taxa única de 29,6%, com direito a protecção na doença a partir do 30º dia. Actualmente, podem escolher entre o regime obrigatório (25,4%) ou alargado (32%), escreve o «Jornal de Negócios».

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FONTE: TVI24
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Segurança Social deu menos apoios do que declarou

No ano passado, a Segurança Social pagou um valor inferior em prestações sociais do que aquele que é dado como despesa.

O valor que a Segurança Social pagou aos beneficiários de prestações sociais foi afinal mais baixo do que o registado na conta do Estado. O aviso é feito pelo Tribunal de Contas (TC), que identifica esta lacuna como uma das várias irregularidades.

"O valor pago de prestações sociais inclui prestações que efectivamente não foram pagas aos beneficiários, em virtude da sua devolução à Segurança Social", lê-se no parecer do TC sobre a conta geral do Estado de 2009.

Além desta falha, o organismo liderado por Guilherme d'Oliveira Martins sublinha que continuam a ser efectuadas despesas sem dotação orçamental suficiente, o que empurra montantes demasiado elevados para o ano seguinte. Por exemplo, a 31 de Dezembro de 2009, estavam por pagar 2.239,4 milhões de euros de compromissos assumidos mas para os quais já não havia verba.

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FONTE: ECONOMICO
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Pensões atribuídas em 2011 vão sofrer corte de 3,14%

Quem se reformar no próximo ano deve contar com um corte de 3,14% nas suas pensões, à custa do factor de sustentabilidade.

Para evitar a quebra no valor da reforma, será necessário trabalhar mais entre quatro a dez meses, consoante o período de descontos.

O corte no valor das pensões resulta da aplicação do factor de sustentabilidade, um mecanismo que liga o valor da pensão à esperança média de vida, introduzido na reforma da Segurança Social como forma de conter o aumento da despesa com as reformas.

Os dados provisórios divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a esperança média de vida aos 65 anos, em 2010, era de 18,47 anos. Como em 2006 era de 17,89 anos, o factor de sustentabilidade para 2011 corresponde a uma correcção acumulada de 3,14%.

Este valor é significativamente superior ao verificado em anos anteriores (1,65% em 2010 e 1,32% em 2009).

Perante este cenário, o contribuinte ou aceita o corte na pensão ou adia a ida para a reforma. E este adiamento pode chegar a dez meses para quem conte 65 anos de idade e um período contributivo entre 15 a 24 anos. No mínimo, será necessário trabalhar mais quatro meses - no caso de carreiras superiores a 40 anos - para contornar a quebra prevista.

Este é o quarto ano em que se aplica o factor de sustentabilidade, mecanismo previsto na reforma da Segurança Social liderada pelo então ministro do Trabalho, Vieira da Silva.

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FONTE: ECONOMICO
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CGD contorna Código Contributivo: Empresa do grupo pressiona recibos verdes a formar empresas para evitar Segurança Social

A maioria das seguradoras prepara-se para contornar a obrigatoriedade de pagar mais 5% para a Segurança Social com a nova contribuição para os chamados 'recibos verdes'.

A entrada em vigor do Código Contributivo, em 2011, prevê este agravamento nos casos em que uma empresa ou grupo assegure mais de 80% dos rendimentos do trabalhador independente. Na GEP - Gestão de Peritagens Automóveis, empresa da Caixa Seguros, do grupo CGD, os peritos prestadores de serviços estão a ser 'sensibilizados' para constituírem empresas.

O Código Contributivo implica mais custos para a GEP com os trabalhadores a recibos verdes, que teriam de ser refletidos no preço das peritagens. O ideal para esta empresa seria que os trabalhadores constituíssem empresas, apurou o Expresso, porque isso implicaria menores custos. Na GEP trabalham 370 peritos, 40% em regime de empresa e 60% a recibos verdes.

A competitividade face ao resto do mercado é um dos argumentos invocados pela GEP, nas reuniões com os trabalhadores independentes, em que lhes apresenta a constituição de empresas como uma opção benéfica para ambas as partes.

A solução começou a ser falada logo em junho, segundo um dos peritos contactados pelo Expresso, mas só recentemente, em outubro, aumentou a "pressão" nas reuniões regionais. "Foi-nos dito que ou mudávamos de regime ou não teríamos trabalho a partir de janeiro", conta um dos peritos, que pediu anonimato. "Não quero entrar para os quadros da GEP, nem nunca tive essa ambição, mas acho que não é forma de abordar as pessoas, sobretudo uma empresa detida pelo Estado".

Em contrapartida, outro trabalhador, também a recibos verdes, diz que não sentiu pressão, mas percebeu a mensagem: "Vão contratar mais com quem tiverem menos custos". "Neste momento, trabalho mais para a GEP por opção e ainda estou a ponderar o que vou fazer. O meu contabilista fez as contas e diz-me que até tenho vantagem em constituir uma empresa".

Francisco Salvador, administrador-executivo da GEP, recusa ter havido qualquer pressão. Diz que tem sido feita a sensibilização dos trabalhadores para uma nova realidade que vai aumentar os custos da empresa, que se movimenta "num mercado muito concorrencial".

Mercado distorcido

"Não vamos fazer discriminação entre recibos verdes e quem tem empresa", garante Francisco Salvador. Porém, não esconde: "Um trabalhador a recibo verde terá um custo superior para nós e se tiver de escolher vou optar pela solução com menos encargos para a empresa". "Não se trata de reduzir custos, mas sim de os manter ao nível atual", frisa. Sobre a acusação de estar a fugir a uma contribuição para o Estado, defende que o espírito da nova lei é "atacar os falsos recibos verdes, o que não é o caso. O sector funciona com prestadores de serviços".

A entrada em vigor do código implica impactos numa rede de 27.139 mediadores de seguros, dos quais 25.190 a recibos verdes e apenas 1949 constituíram empresas, segundo dados do Instituto de Seguros de Portugal, relativos a dezembro de 2009.

Pedro Seixas Vale, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, diz que chamou "a atenção para um efeito de distorção do mercado causado por esta medida", uma vez que o sector funciona com trabalhadores independentes. Adianta que a obrigatoriedade do desconto de 5% de contribuição - a entidade patronal não descontava até agora para os trabalhadores independentes - coloca em causa "a racionalidade económica das empresas do sector".

Para o presidente da Tranquilidade, Peter Brito e Cunha, esta medida é "mais um imposto" e "engloba toda a rede de mediadores e peritos". Brito e Cunha acredita que o novo Código Contributivo "irá potenciar a crescente profissionalização do sector segurador. A tendência natural dos profissionais de mediação é o crescimento do seu negócio, com a criação de equipas e consequente constituição de empresas de forma a darem uma resposta cada vez mais eficaz ao cliente". A Tranquilidade está ainda a estudar o impacto que o novo regime poderá ter nos seus cerca de 3000 mediadores, assim como "a forma como poderão ter de introduzir alterações no seu dia a dia".

No universo de seguradoras da CGD - Fidelidade Mundial e Império/Bonança - o número de mediadores em regime de recibo verde ascende a 5000, apurou o Expresso. Segundo Seixas Vale, o mercado deverá reagir da mesma maneira, ou seja, seguindo a tendência de criação de empresas.

Mas o código contributivo poderá sofrer alterações para um conjunto de categorias profissionais que, por imposição legal, prestam serviços como trabalhadores independentes. Entre as quais os mediadores e peritos do sector segurador, que poderão ser alvo de uma exceção. A alteração ao artigo 150 está a ser analisada pelos grupos parlamentares.

Perguntas e respostas

Ter uma empresa tem vantagens sobre os recibos verdes?

Quando se tem uma empresa fica-se sujeito a uma taxa de IRC de 12,5% até ao limite de €12.500 de rendimentos. A parte que exceder este limite passa a pagar 25%. No IRS, a taxa pode ir até aos 46,5%. No entanto, quando se tem uma empresa há mais obrigações declarativas, custos com programas de faturação e contabilidade organizada e não se pode 'mexer' no dinheiro à nossa vontade. A opção depende da atividade desenvolvida, da estrutura de custos e proveitos bem como dos objetivos de longo prazo do contribuinte. Há que fazer contas.

Como criar uma sociedade unipessoal?

No caso de ser uma unipessoal por quotas, a responsabilidade e a direção são assumidas por uma só pessoa, que é o titular da totalidade do capital social. Este deverá ter um montante mínimo de €5000. Em caso de dívida os credores recebem apenas os bens que constituem o património social. Se optar pela modalidade de Empresa na Hora, existem balcões nas Lojas do Cidadão, nas conservatórias e em centros de formalidades de empresas, por exemplo. O custo de constituição de uma sociedade é de €360, incluindo as publicações dos atos societários, nomeadamente em "Diário da República".

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FONTE: EXAME
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Crise também chegou ao alto rendimento

Há novas regras no alto rendimento português, e o último ano tem sido de adaptação das federações e dos atletas às mudanças. Na sequência da nova Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, foi aprovado um novo Regime Jurídico do Desporto de Alto Rendimento, algo que já não acontecia desde 1995, mas aquilo que parecia ser algo de positivo começa a receber críticas. Em síntese, melhoraram-se condições para quem é atleta de topo, mas tornou-se muito difícil lá chegar.

O diploma governamental teve como principais novidades a garantia de descontos para a Segurança Social, a atribuição de bolsa de reintegração para atletas que terminam a carreira ou isenções fiscais para empresas que contratem um atleta proveniente do alto rendimento. "Quisemos garantir a preparação, a segurança, a carreira e o pós-carreira dos atletas", disse, a O JOGO, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias.

No entanto, após uma década de várias conquistas para o desporto português, estar no topo passou a ter novas coordenadas. Agora, o novo regime distingue as modalidades olímpicas das não olímpicas e os praticantes por três níveis (A, B e C), consoante os resultados, valendo apenas as representações internacionais em provas de "elevado nível". Isto significa que, em modalidades individuais, termina o acesso por via de marcas de referência (mínimos) e, nas colectivas, são contabilizados Mundiais, Europeus e pouco mais. No atletismo, onde as maiores estrelas estão num patamar superior - a Preparação Olímpica (Prepol) -, a mudança ainda pode afectar nomes famosos como Fernanda Ribeiro e Rui Pedro Silva, mas sobretudo afasta dezenas de jovens. "No Norte, passa a existir um com estatuto, o Carlos Nascimento", diz um treinador, apontando o nono classificado nos Jogos Olímpicos da Juventude.

O andebol, que vive um período de bons resultados internacionais, pensa sobretudo nos reflexos nas Selecções femininas, mas as federações, em regra, apontam lacunas ao documento. Para o director técnico nacional de voleibol, Daniel Lacerda, o diploma veio "exigir resultados para só depois dar as condições". "Define-se um patamar de rendimento elevado para um país com fracos níveis de organização e desenvolvimento desportivo", acrescenta. Já Nuno Fernandes, antigo presidente da Comissão de Atletas Olímpicos, tem uma opinião diferente. "Tornou-se mais apertado entrar no alto rendimento, mas temos de aceitar que os recursos do País não são ilimitados", sustenta.Pouco mais de um ano atrás, Laurentino Dias dizia que a publicação do novo regulamento devia "ser uma festa para os atletas portugueses", mas daí para cá nem todos o têm entendido da mesma maneira.

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FONTE: JORNAL O JOGO
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Segurança social Saiba quanto vai receber de abono de família

Os novos montantes do abono de família foram hoje publicados em Diário da República. As alterações entram em vigor a 1 de Novembro.

Os valores do abono de família publicados hoje já reflectem o fim da majoração em 25% aos 1º e 2º escalões e a eliminação dos 4º e 5º escalões.

No que respeita às restantes prestações familiares, nomeadamente o subsídio de funeral, o subsídio por deficiência, o subsídio mensal vitalício e o subsídio por assistência a terceira pessoa, mantém-se o mesmo valor de 2009, já que o Indexante dos Apoios Sociais (IAS), que serve de referencial às prestações não contributivas, também está congelado.

•Abono de família para crianças e jovens

Em relação ao 1.º escalão de rendimentos:

- 140,76 euros para crianças com idade igual ou inferior a 12 meses;
- 35,19 euros para crianças com idade superior a 12 meses;

Em relação ao 2.º escalão de rendimentos:

- 116,74 euros para crianças com idade igual ou inferior a 12 meses;
- 29,19 euros para crianças com idade superior a 12 meses;

Em relação ao 3.º escalão de rendimentos:

- 92,29 euros para crianças com idade igual ou inferior a 12 meses;
- 26,54 euros para crianças com idade superior a 12 meses;

•Abono de família pré-natal

- 140,76 euros em relação ao 1.º escalão de rendimentos;
- 116,74 euros em relação ao 2.º escalão de rendimentos;
- 92,29 euros em relação ao 3.º escalão de rendimentos.

•Majoração do abono de família para crianças e jovens do segundo titular e seguintes

Para criança inserida em agregados familiares com dois titulares de abono

- 35,19 euros em relação ao 1.º escalão de rendimentos;
- 29,19 euros em relação ao 2.º escalão de rendimentos;
- 26,54 euros em relação ao 3.º escalão de rendimentos;

Para criança inserida em agregados familiares com mais de dois titulares de abono

- 70,38 euros em relação ao 1.º escalão de rendimentos;
- 58,38 euros em relação ao 2.º escalão de rendimentos;
- 53,08 euros em relação ao 3.º escalão de rendimentos.

•Majorações do abono de família para crianças e jovens e do abono de família pré-natal nas situações de monoparentalidade

1 - O montante mensal da majoração do abono de família a crianças e jovens nas situações de monoparentalidade corresponde à aplicação de 20% sobre os valores do abono fixados no Abono de família para crianças e jovens, bem como sobre os valores das majorações e da bonificação por deficiência que lhe acresçam.

2 - O montante mensal da majoração do abono de família pré-natal nas situações de monoparentalidade corresponde à aplicação de 20% sobre os valores do abono fixados no Abono de família para crianças e jovens.

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FONTE: ECONÓMICO
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Segurança Social aperta o cerco a trabalhadores independentes

O Governo vai dinamizar a cobrança de dívida junto de trabalhadores independentes e evitar o pagamento indevido de prestações sociais em 2011.

Os objectivos constam do Orçamento do Estado e foram hoje realçados pela ministra do Trabalho perante os deputados da comissão do Trabalho.

"Vamos olhar para aquilo que é a dívida dos trabalhadores independentes à Segurança Social e em 2011 vamos dinamizar uma estratégia de cobrança de dívida desses trabalhadores", afirmou Helena André.

Também em 2011, o Executivo conta avançar com a simplificação de processos declarativos à Segurança Social e desenvolver um processo de atendimento presencial baseado em marcação telefónica, de forma a evitar filas de espera.

O próximo ano também deverá ser marcado pela entrada em vigor do Código Contributivo, cujo impacto no primeiro ano será de 60 milhões de euros, reiterou a ministra Helena André.

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FONTE: ECONÓMICO
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Recibos verdes vão pagar mais 5% para a Segurança Social

Cerca de 40% dos trabalhadores independentes vai ter uma taxa contributiva mais alta para a Segurança Social.

O Código Contributivo previa que todos os prestadores de serviços e uma parte dos comerciantes e produtores começassem a descontar menos para a Segurança Social no próximo ano, mas a concertação social acabou por trocar as voltas a uma parte deste compromisso.

Os trabalhadores independentes já podiam contar, em 2011, com novas regras na base de incidência contributiva (aumentando o valor a pagar em muitos casos) e agora passam a ter uma só taxa de 29,6%, estabelecida pela proposta de lei do Orçamento do Estado. O que para alguns representa um agravamento.

O Código Contributivo - que entra em vigor em 2011 - previa que esta taxa fosse apenas aplicada a produtores e comerciantes, já que os prestadores de serviços (a maioria dos trabalhadores independentes) deviam descontar apenas 24,6%, uma redução conseguida à custa da transferência de parte das responsabilidades contributivas para o patrão. Contas feitas, esta taxa de 24,6% seria então mais baixa do que aquela que é hoje aplicada.

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FONTE: ECONÓMICO
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Dívidas abaixo de 7.500 euros à Segurança Social são crime

Supremo Tribunal esclarece polémica e descriminaliza apenas as dívidas fiscais.

As empresas que não entregam ao Estado os descontos para a Segurança Social que fazem aos seus trabalhadores vão ter de responder criminalmente perante lei, mesmo que o montante seja inferior a 7.500 euros.

A decisão decorre de um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ontem publicado em Diário da República que veio dar resposta à polémica instalada depois de uma alteração à lei feita no Orçamento do Estado para 2009 (OE/09). Na prática, o Governo descriminalizou as dívidas fiscais por abuso de confiança até 7.500 euros. Isto é, os montantes que as empresas retêm na fonte de IRS, IRC e IVA e depois não entregam ao Estado só são considerados crime se forem superiores àquele valor.

A partir daí gerou-se a polémica sobre se a norma se aplicaria às dívidas até àquele montante à Segurança Social, crime que também está previsto no Regime Geral das Infracções Tributárias (RGIT). Além da controvérsia que gerou na própria Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) pelas receitas que deixariam de entrar nos cofres do Estado e depois de serem definidas metas consideradas pelos funcionários como ambiciosas para a cobrança coerciva.

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FONTE: PAULA CRAVINA
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Um décimo da dívida à Segurança Social sai do bolso de gerentes

Os corpos sociais das empresas, como os gerentes, podem ser obrigados a pagar do seu bolso a dívida à Segurança Social da firma - a chamada reversão. De acordo com o ministério de Helena André, é daqui que sai um décimo da dívida cobrada.

No primeiro semestre, quase dez mil gestores foram notificados pela Segurança Social para pagarem, com os seus próprios bens, a dívida contraída pela empresa onde trabalham e que ascendia a 203 milhões de euros. A figura jurídica tem sido cada vez mais usada pelo Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, tutelado por Helena André. Na primeira metade do ano passado, tinham sido chamados menos de metade dos gestores, para pagar uma dívida de 81 milhões.

O recurso à reversão é de conhecimento público, pelo que os gerentes em causa podem tentar salvaguardar os seu bens, por exemplo, passando-os para o nome de pessoas de confiança. É de assinalar, por isso, que um décimo do que a Segurança Social consegue recuperar lhe chega por esta via. "Cerca de 10% da dívida cobrada é via reversão", disse fonte oficial do ministério, ao JN.

Penhoras sobre 3500 carros

A reversão é uma dos muitos instrumentos de cobrança de dívida usados pela Segurança Social. Os acordos para pagamento de prestações têm também sido reforçados, bem como as penhoras.

Aqui, estão em causa automóveis, bens imóveis, contas bancárias ou créditos que a pessoa tenha a receber, como uma devolução de IRS ou a factura de um cliente.

Para a segunda metade de 2010, e face ao início do ano, a Segurança Social planeia quase duplicar as penhoras sobre contas bancárias e triplicar as sobre automóveis, admitindo vir a tomar posse de 3500 veículos. Mais do que o valor conseguido pela venda do carro, os serviços sabem que os responsáveis pela dívida fazem um esforço extra para saldar contas e evitar perder o veículo.

Ainda, para reduzir os gastos com subsídios, a Segurança Social está a obrigar centenas de milhar de beneficiários de prestações sociais a comprovar os rendimentos e os bens (e dinheiro) que possuem. Em causa estão o abono de família, o subsídio social de desemprego ou o RSI, entre outros. Até domingo, quase 65 mil pessoas já o tinham feito.

Por causa desta obrigação, os beneficiários têm "entupido" os serviços e a linha telefónica da Segurança Social, com pedidos de esclarecimento ou de ajuda a preencher a papelada.

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FONTE: JORNAL DE NOTICIAS
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