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Famílias vão pagar 650 euros só em taxas

Estado vai conseguir encaixar 2,5 mil milhões de euros este ano

A subida das taxas cobradas a singulares e empresas quando recorrem a serviços públicos vai pesar bem mais nas carteiras dos portugueses durante este ano. Os diversos serviços do Estado esperam encaixar cerca de 2,5 mil milhões de euros, o que equivale a 1,4% da riqueza criada no país no espaço de um ano. Na prática, cada família vai gastar 648 euros, em média, pelos serviços públicos que consome, segundo as contas do «Jornal de Negócios».

Estes são apenas alguns exemplos do que está agora mais caro: o cartão do cidadão aumentou de 10 para 15 euros há pouco tempo, o atestado médico para renovar a carta de condução custa agora 20 euros quando antes custava 17 e a cópia da participação de um acidente de automóvel subiu 16 cêntimos para os 40 euros.

Tudo isto sem contar com todos os impostos que o Estado quer cobrar para pagar o financiamento da provisão de bens públicos. O Serviço Nacional de Saúde, os institutos públicos e reguladores são os que levam a maior fatia, sendo que o registo predial, as propinas e as taxas de justiça estão entre os que mais rendem ao Estado. Seguem-se as portagens, as taxas de registo civil, comercial e as taxas moderadoras.

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FONTE: TVI 24
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Como o Fisco vai apertar as famílias em 2011

1. Fixação de tectos globais às deduções e benefícios

Passam a haver limites aos valores que podem ser aproveitados para efeitos de deduções à colecta e benefícios fiscais. Agora, toda a gente pode deduzir os mesmos valores, independentemente do seu escalão de rendimentos, mas daqui para a frente passa a haver um diferenciação, estabelecendo-se um valor máximo para o somatório de todas as deduções, por um lado, e de todos os benefícios, por outro. Só não são abrangidos os contribuintes dos 1º e 2º escalões.

2. Dedução de pensões de alimentos são limitadas

As deduções à colecta referentes a encargos com pensões de alimentos não poderão ir além de um valor máximo de 1048,05 euros, por beneficiário e por mês. A ideia é prevenir práticas abusivas por famílias de maiores rendimentos, dizem as Finanças.

3. Deduções específicas ficam congeladas

Fica congelado em 475 euros (actual salário mínimo), o valor que serve para o cálculo das deduções específicas, estabelecidas automaticamente pelo Fisco em função do perfil de cada contribuinte e do número de dependentes. É que a futura referência será o indexante de apoios sociais, o IAS, com o valor de 419,22 euros, mais baixo que o SMN. Para evitar uma descida abrupta das deduções, fica congelado o valor do salário mínimo até que o do IAS o alcance, o que, na prática, implica um corte no valor das deduções.

4. Tectos para os seguros dos deficientes

As despesas com seguros de vida efectuadas por pessoas com deficiência vão também ter tectos à dedução ao contrário do que acontecia até aqui. Os máximos passam a ser de 65 euros ou 130 euros, consoante os contribuintes em causa sejam casados ou solteiros.

5. Escalões do IRS são actualizados...

Os escalões sofrem uma actualização de 2,2%, correspondente à inflação esperada pelo Executivo para o próximo ano.

6 . ... e taxas de imposto também

Nas taxas a actualização varia entre 1% - para os primeiros quatro escalões – e 1,5% para os restantes.

7. Dependentes só são aceites com número de contribuinte

Para que os filhos, enteados e adoptados possam figurar na declaração de rendimentos e beneficiar das deduções específicas automáticas, é preciso que apareçam identificados com o respectivo número de contribuinte. O objectivo é evitar abusos. Por exemplo, que pais separados apresentem, cada um na sua declaração, os mesmos dependentes. Ou que sejam declarados mais filhos do que aqueles que o contribuinte realmente tem.

8. Sigilo bancário cai para devedores ao fisco

A administração tributária passa a poder aceder livremente aos movimentos bancários dos contribuintes que tenham dívidas ao Fisco, sem necessidade de qualquer consentimento da parte destes. Uma medida idêntica à que, desde o ano passado, havia já para os devedores à Segurança Social.

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FONTE: JORNAL DE NEGOCIOS
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