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Penhora de automóveis tem novo sistema de apreensão “em tempo real”

O sistema de penhoras da Direcção Geral dos Impostos (DGCI) tem uma nova plataforma para facilitar a apreensão de veículos penhorados aos proprietários com dívidas em execução fiscal. A partir de agora, a PSP e a GNR passarão a saber em tempo real quais os veículos a remover das ruas.

A gestão da informação entre a DGCI, a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) vai ser feita via electrónica, permitindo às forças policiais conhecer a lista dos veículos que devem remover, o local para onde deverão ser levados e onde serão posteriormente leiloados.

Embora seja uma situação de “recurso de última instância”, o sistema vai permitir que, num mês, a Direcção Geral dos Impostos possa efectuar a penhora, o registo e a venda do veículo apreendido, explica o Ministério das Finanças em comunicado.

Caso os devedores da lista cumpram o pagamento entretanto, o sistema comunica o cancelamento do pedido de apreensão “imediatamente e em tempo real”, segundo asseguram as Finanças.

No caso da apreensão, logo que o automóvel seja detectado na via pública é levado pelas forças da PSP, da GNR ou de outras entidades reconhecidas pelas autoridades para o efeito. Antes de ir a leilão, será ainda dada possibilidade aos devedores de efectuarem o pagamento dos montantes em dívida. Nessa circunstância, o veículo é libertado.

A medida dirige-se “em especial” aos devedores que possuem “património ou rendimentos suficientes” para pagar as dívidas, mas que “persistem em não regularizar a sua situação tributária”.

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FONTE: PUBLICO
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Bancos têm rotina para penhoras

A Associação Portuguesa de Bancos (APB) garante que o sector instituiu "rotinas informáticas" que impedem violações dos limites a penhoras determinadas pela administração fiscal.

A reacção surge na sequência de alegadas dezenas de queixas recebidas pela Provedoria de Justiça sobre execuções fiscais instauradas e instruídas pela DGCI.

Segundo o gabinete do Provedor, a queixa mais frequente diz respeito à violação dos limites de impenhorabilidade de vencimentos, pensões e, em especial, de saldos de contas bancárias.

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FONTE: DIÁRIO DE NOTICIAS
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Como comprar carros à DGCI

Saiba o que fazer se estiver interessado em comprar um dos carros que tenham sido penhorado pelo Fisco.

1 - Onde encontrar os carros penhorados

Os bens penhorados para venda deverão ser publicitados num jornal ou site do Portal das Finanças - www.portaldasfinancas.gov.pt - com informações de contacto. Aqui pode encontrar desde Peugeot a 350 euros a Hyundai, modelo Galloper Exceed a quatro mil euros, de preço base.

2 - Marcar visita para ver o carro

No site ou jornal estão indicados os locais, hora e prazo para ver os veículos. Deve marcar visita, usando esses dados.

3 - Apresentar proposta

Registe-se e apresente a proposta, tendo como mínimo, o preço base da venda e submeta a oferta. Poderá assistir à abertura das ofertas, no dia e hora designados.

4 - Como se processa a venda

Normalmente, as vendas são feitas por propostas em carta fechada. No entanto, quando não são entregues propostas ou a venda não se conclui, esta passa a ser feita por intermédio de mediadoras que levam o carro a leilão. Se o preço base do carro for inferior a 4.080 euros a venda também é feita através de leilão.

5 - Vendas por carta fechada

Se o preço mais elevado for oferecido por mais de um comprador, há licitação. Se só estiver presente uma das partes, pode cobrir as outras propostas. Se nenhum estiver presente, sorteiam-se as propostas iniciais.

6 - Não comprar sem ver

Nunca comprar um bem sem o ver primeiro, seja uma casa ou um carro.

7 - Protecção legal

Há que perceber se há base legal para que a penhora possa ser impugnada, pelo que é melhor consultar o processo. Se houver possibilidade, o melhor mesmo é pedir a ajuda de um advogado. É necessário consultar os registos. Fazer uma análise documental para saber se os registos estão actualizados relativamente aos intervenientes no processo.

8 - Fazer contas e perceber se compensa comprar em leilão

Veja se compensa comprar em leilão. As propostas apresentadas podem ser mais altas que o preço base, pelo que deve analisar a situação e ver se vale mesmo a pena comprar em leilão.

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FONTE: ECONÓMICO
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Banca faz penhoras ilegais

Os bancos estão a penhorar os saldos das contas bancárias dos clientes, à margem da lei. Três anos após o ex-provedor de Justiça Nascimento Rodrigues ter denunciado, no Parlamento, os abusos da Banca, no âmbito das penhoras ordenadas pela Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) para o pagamento de impostos em atraso, o actual titular da Provedoria de Justiça, Alfredo José de Sousa, não só continua a receber queixas de cidadãos contra as ilegalidades das instituições financeiras por causa das penhoras do Fisco, como começou também a ter denúncias devido às penhoras executadas pela Segurança Social.

Os dados estatísticos, a que CM teve acesso, deixam claro que, "entre 1 de Janeiro e 20 de Setembro deste ano, entraram na Provedoria de Justiça 68 queixas sobre execuções fiscais instauradas e instruídas pela DGCI". A gravidade destas queixas está bem vincada no número de penhoras: 35, mais de metade do total, por dizerem respeito "à violação dos limites de impenhorabilidade de vencimentos, pensões e, em especial, de saldos de contas ban-cárias quando aí são depositados", preci-sa a Provedoria de Justiça.

Já as denúncias sobre as execuções fiscais instruídas pela Segurança Social foram, no mesmo período temporal, "em número de seis, todas relacionadas com penhoras de vencimentos, pensões e saldos de contas bancárias, com violação, em alguns casos, dos limites de impenhorabilidade". Só que este escasso universo de queixas poderá estar apenas no início, devido à falta de meios técnicos e humanos para fazer face às necessidades.

Para já, segundo a Provedoria de Justiça, "em regra, nestes casos [de penhoras de saldos de contas bancárias] não se verifica actuação irregular dos serviços da DGCI, mas sim de algumas instituições bancárias, que penhoram para além dos limites permitidos" por lei. E o montante de saldo bancário que não pode ser objecto de penhora é, justamente, o salário mínimo nacional.

O caricato é que, "muito frequentemente, se constata também que nem a DGCI nem os bancos têm pleno conhecimento da situação do executado, cabendo a este, em sede de defesa contra uma penhora abusiva, fazer prova da proveniência dos rendimentos e solicitar o consequente levantamento/redução da penhora".

Por isso, deixa-se claro que, "neste tipo de queixas, a principal actuação do provedor de Justiça é pedagógica, esclarecendo, informando e encaminhando os interessados [para as autoridades competentes]".

VENDA DE BENS SOB ESCRUTÍNIO

A venda de bens penhorados está a ser alvo de cada vez mais queixas ao provedor de Justiça. E a própria Provedoria de Justiça admite que "a penhora e, em especial, a sua venda subsequente, revela-se especialmente dramática quando o imóvel em causa é a casa de morada de agregado familiar que não dispõe de meios nem de outros locais para residir".

As estatísticas indicam que a situação tem-se agravado: se a venda de bens penhorados deu origem à abertura de apenas dois processos na Provedoria de Justiça em 2007, desde então o número subiu para cinco, em 2008, depois para 12, em 2009, e, até Setembro deste ano, já tinham sido registadas 14 queixas. E estas queixas são originárias de todo o País.

A Provedoria de Justiça admite que "as queixas que relatam casos de venda de bens penhorados dão, em regra, pouca margem de intervenção ao provedor de Justiça". E tudo porque "são recebidas, não raro, quando o processo de venda está já em fase final".

Como as queixas têm aumentado, a situação está a ser analisada por Alfredo José de Sousa. E admite-se dar "um tratamento de fundo que, mais do que resolver (quando ainda possível) o caso concreto, nos permita prevenir o seu aparecimento".

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FONTE: CORREIO DA MANHA
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Fisco pede ajuda à GNR e PSP para apreender carros penhorados

Sistema electrónico vai permitir cruzamento de dados. Desde 2008 até final de Setembro, a DGCI recuperou 280 milhões de euros com penhoras de carros.

O Fisco vai unir esforços à PSP e à GNR para detectar de forma mais rápida os carros penhorados que andam na estrada indevidamente.

A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) está a acabar um sistema de comunicação electrónica com a PSP e a GNR, que lhes vai permitir trabalhar em equipa e sistematizar os procedimentos necessários para apreender, imobilizar e transportar os carros penhorados a contribuintes devedores. O problema coloca-se quando os proprietários não entregam os documentos do carro - acto a que estão obrigados assim que recebem a notificação da penhora - e continuam a usufruir do mesmo. Aqui entram, então, as polícias para fazer a apreensão do veículo na estrada. Depois de apreendidos, os automóveis deverão ser transportados para as entidades que os venderão em leilão. As vendas fazem-se, na sua maioria através de propostas por carta fechada, mas caso não existam propostas ou os carros tenham um valor inferior a 4.080 euros são vendidos através das empresas.

O Ministério das Finanças explicou ao Diário Económico que o projecto vai entrar brevemente em produção e deverá colocar em rede todos os serviços de Finanças, PSP, GNR e ainda as empresas que prestam serviços de depósito de automóveis e de exposição para venda. O objectivo é, segundo o organismo de Teixeira dos Santos "agilizar e tornar mais rápido e sistemático o procedimento de apreensão e venda dos veículos".

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FONTE: ECONÓMICO
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Estado penhora ordenado

A Direcção-Geral dos Impostos vai penhorar, a partir de Agosto, um terço do vencimento de João Gonçalves, ex-aluno de Medicina da Academia Militar, apesar de o valor da dívida para com o Estado-Maior do Exército ainda estar por definir, num processo que decorre no Tribunal Administrativo do Sul e que pode resultar na anulação da mesma.

"Como é que se manda executar uma penhora para pagar um valor que ainda não é definitivo, que ainda pode ser anulado e quando existe um despacho do secretário de Estado Adjunto e do Orçamento do qual consta um parecer a recomendar a suspensão da penhora enquanto o processo não estiver concluído?", questiona João Gonçalves, que verá cerca de 500 euros do seu ordenado penhorados já a partir do próximo mês.

Após receber a notificação para apresentar as garantias de pagamento da dívida, João Gonçalves efectuou "o pedido de relevação de dever de reposição de dinheiros públicos". "Passado algum tempo, recebo uma carta do gabinete do secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, com o parecer de uma jurista a recomendar a suspensão da penhora enquanto as decisões judiciais não sejam conhecidas", revelou.

Na mesma situação está Ricardo Guerreiro, colega de turma de João Gonçalves no curso de Medicina da Academia Militar. O Estado-Maior do Exército exigiu uma indemnização de 148 mil euros, mas entretanto já viu o IRS retido como forma de pagamento da dívida. Para o fiscalista Diogo Leite Campos, as penhoras do vencimento de João Gonçalves e do IRS de Ricardo Guerreiro são ilegais: "O despacho do secretário de Estado Adjunto e do Orçamento é vinculativo para todos os serviços do Ministério das Finanças."

O CM contactou o Ministério das Finanças, que não explicou os motivos que levaram a DGCI a mandar executar uma penhora quando existe um despacho do secretário de Estado Ajunto e do Orçamento a concordar com o parecer que recomenda a suspensão dessa penhora.

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FONTE: CORREIO DA MANHÃ
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Fisco contrata 300 empresas para vender bens penhorados

O Fisco conta com a ajuda de mais de 300 empresas para vender os bens que penhora aos devedores, com as mediadoras a aderirem em força a esta possibilidade de fazerem lucro com a penhoras do Estado, noticia o Diário Económico desta terça-feira.

O jornal cita dados do Ministério das Finanças, segundo os quais foram 537 as empresas que apresentaram uma candidatura para explorar esta vertente de negócio, registando-se "uma grande adesão por parte dos interessados", numa época em que as penhoras têm vindo a crescer.

Estas empresas recebem, depois de concretizada a venda, uma comissão que pode variar entre os 1% e os 6% do valor da venda. No entanto, a crise está a dificultar, como noutros negócios, a rentabilidade deste sector, refere o diário.

Actualmente então em venda no Portal das Finanças 21.118 bens, sendo a maioria - 15.722 - referentes a casas. A venda de carros tem um peso menor, com apenas 1.269 veículos em venda.

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FONTE: DIÁRIO ECONÓMICO
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